segunda-feira, 10 de junho de 2013

Diário de bordo 3 - Mudança Tempo

UFC - Universidade Federal do Ceará
Instituto UFC Virtual
Pró-Reitoria de Pós-Graduação
Coordenadoria de Pesquisa, Informação e Comunicação de Dados Divisão de Planejamento e Ensino
Curso: CFC - Curso de Formação Continuada de Tutores Turma 2013/1
Turma: T-22 - Administração em Gestão Público
Atividade – Reflexões sobre Mill e Fidalgo (2006) sobre mudança tempo.
Coordenação: Dra. Raquel Santiago Freire
Professor Formador: Fernando Antonio de Castelo Branco e Ramos
Cursista: Cláudio Azevedo Peixoto Júnior
Data: 06/06/2013


Atividade baseada na nota para reflexão da aula 2 - CFC.


1) Vocês já pararam para pensar como será a relação de trabalho nestes novos tempos e espaços de ensinar? 
2) Como será a aprendizagem nestes novos espaços e tempos?
3) Que transformações podem ser observadas no trabalho do educador quando os processos pedagógicos são estabelecidos por meio de tecnologias virtuais?
4) Como as mudanças nos tempos e espaços introduzidos pelos processos pedagógicos virtuais podem influenciar o trabalho docente?
5) E você? 
6) Como trabalha com o tempo e o espaço nas atividades de tutoria?



As questões levantadas para reflexão fazem meditar, pois respondendo a primeira questão o que se observa é que nestes novos tempos e espaços é que a tecnologia tem papel impar na promoção da mudança, pois segundo Coelho e Haguenauer (2004) age forçando o professor a a rever conceitos, posturas e posições de sua prática pedagógica a fim de adaptá-las as mudanças na sociedade e ao avanço da tecnologia. 

Quanto a segunda a aprendizagem nestes novos espaços e tempos permite segundo Coelho e Haguenauer (2004) a ampliação das fontes de consultas, maior autonomia de aprendizagem, permitindo também a auto-organização. No entanto, como contrapartida o aluno também tem uma cultura de espera por comandos e orientações, cabendo ao professor reverter esse quadro, mostrando aos alunos a necessidade de busca pela informação. 

A resposta a terceira questão é de que as transformações que podem ser observadas vão desde os benefícios apresentados nas resposta anterior, mas com isto o que se observa é que o papel do professor se diversifica, pois estas mudanças significam que diante de tão vasta gama de possibilidades e características disponíveis num ambiente virtual de aprendizagem fica nítida a necessidade de uma atuação mais efetiva do professor e uma atenção mais próxima ao desenvolvimento do curso. Desta forma como pontua Coelho e Haguenauer (2004) o que se pode perceber, ao contrário do que muitos podem pensar,é que a presença do professor não diminui em importância em função da tecnologia ou da distância e, mais do que isso, no mundo globalizado o seu papel no processo educacional não perde sua essência. 

Quanto a quarta questão O processo pedagógico virtual segundo Coelho e Haguenauer (2004) demanda que o docente desenvolva uma atuação diferente daquela de uma sala de aula. Para tanto, é preciso que haja um desenvolvimento de um sistema de tutoria adequado, que leve em consideração os novos elementos agregados ao processo: o computador, a flexibilidade de horários, o aumento do fluxo de informação, as ferramentas de comunicação, a comunicação mediada pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem etc. Como afirma MAIA (1998) “não se deve identificar distância física com distanciamento pessoal”. Portanto, o tutor precisa ser presente, passando ao aluno a idéia de suporte, de auxílio, ou seja, de apoio ao seu desenvolvimento. 

Por fim quanto ao desenvolvimento de meu exercício acredito que ainda devo melhorar quanto a avaliação deste que deixam a desejar. No mais quanto ao tempo e espaço administro de tal forma que sempre busco acompanhar o fórum fomentando-o com perguntas e observações via mensagem pessoal, se mostrando acessível e cordial.

Por fim mais um trecho do artigo de Coelho e Haguenauer (2004) que representou qual o sentido do uso das tecnologias na informação e da comunicação na educação. 


"O uso das tecnologias da 
informação e da comunicação na educação representa um ato bidirecional, 
pois, ao mesmo tempo que volta-se para a frente, ao utilizar vantagens só 
disponíveis por meio do avanço da tecnologia, é também, algo que nos induz a 
olhar para trás, no sentido de se rever conceitos, de se verificar os resultados 
e, porque não, de aprender um pouco mais, pois como alerta PIERRE LÉVY 


(1996) “o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual.” 


Bibliografia:
Brasil. Ministério da Educação. Decreto Federal nº 5,622, de 20.12.2005. Regulamenta o art. 80 da Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/decreto/D5622.htm> Acesso em: 06 de junho de 2013
MILL, D. R. S. Educação a distância e trabalho docente virtual: sobre tecnologia, espaços, tempos, coletividade e relações sociais de sexo na Idade Mídia. Tese de Doutorado apresentada para a Faculdade de Educação - UFMG. Belo Horizonte, 2006.

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